A Ordem da Espada Espiritual foi fundada no ano 4233 do calendário das Nove Províncias e, ao longo de milênios, dedicou-se ininterruptamente a formar talentos excepcionais para a arte da imortalidade.
A região de Cangxi ergue-se majestosamente, com cadeias de montanhas que se estendem ao longe. Contudo, se alguém perguntasse qual é o pico mais alto destas terras, todos, sem exceção, apontariam para um mesmo lugar.
Uma montanha que se eleva como uma espada, perfurando as nuvens e impondo-se sobre o planalto. Nela reside uma seita chamada Espada Celestial, renomada entre todas as escolas de cultivadores, senhora absoluta dos recursos desta província, e por isso mesmo a montanha recebe seu nome: Montanha da Espada Celestial.
No cume da Montanha da Espada Celestial, dentro de um delicado aposento de bambu, um ancião de cabelos brancos, adornado com um grampo em forma de espada, observa silenciosamente o céu estrelado. Em suas mãos, segura uma longa espada prateada, cujo brilho reflete os astros; intrincados desenhos fluidos percorrem a lâmina, partindo do punho e ascendendo como ondas, até cessarem abruptamente pela metade.
O velho enruga as sobrancelhas, pressentindo maus augúrios.
“A luz da espada foi interrompida, isso é sinal de vida breve e morte precoce. Mestre, está tentando prever o próprio destino?” Com um tom irreverente, uma mulher de pés descalços e vestes brancas surge atrás dele. Em uma mão, balança uma cabaça de vinho amarelada; na outra, empunha ao contrário uma espada de bambu verde-azulada, exalando o cheiro forte de álcool e fumaça.
O ancião, perturbado em sua meditação, solta um suspiro enquanto expira um sopro de ar viciado. “Quinta Irmã, da próxima vez, lembre-se de bater à porta.”
“Eu bati, sim, quando saí do meu