Há vinte anos, uma calamidade devastadora mudou o destino do reino, derrubando dinastias e provocando uma reviravolta sem igual. Vinte anos depois, em tempos caóticos, seis nações disputam o poder enq
No vigésimo sexto ano do reinado de Yuehua, no verão, sétimo dia do sexto mês lunar, era um dia propício para viagens, assunção de cargos, preces e casamentos. No entanto, não era recomendável desfazer acordos, cortar madeira, nem tratar de outros assuntos.
Hoje era um dia especial. As ruas estavam repletas de barracas dos comerciantes, e as casas, tanto nas avenidas largas quanto nos becos, penduraram lanternas vermelhas de celebração, exibindo toda a prosperidade da capital imperial ao seu auge — mais animado até que na véspera do Ano Novo. Até mesmo no palácio, geralmente silencioso e austero, sentia-se um ar de alegria incomum.
Havia júbilo no palácio imperial e, com isso, o povo simples também aproveitava a boa sorte. Corria a notícia de que Beigong Yu, naquela noite, daria cinco taéis de prata a cada casa que pendurasse uma lanterna vermelha. Cinco taéis — o suficiente para sustentar uma família comum por dois meses. Até mesmo o salário mensal dela mal passava de dez taéis. Que generosidade impressionante.
Diante do Palácio Chenxiao, faixas vermelhas reluziam ao vento, e as luzes brilhantes no interior do salão refletiam nos rostos, tingindo-os de rubor.
Hoje era o grande dia do príncipe herdeiro. Mas a noiva não era a legítima.
Xia Xiaoxiao sentava-se em um quiosque, o queixo apoiado nas mãos, olhando distraída para o fluxo incessante de pessoas que vinham cumprimentar. Para tomar uma concubina, Beigong Yu promovia tamanha celebração.
Ali era tranquilo e retirado, sem preocupações de que alguém viesse até ela, nem de ser flagrad