A trama do Plano da Coroa Solar é uma criação fictícia feita unicamente para entretenimento; os leitores devem respeitar o enredo original do jogo.
“Há sempre quem insista em certos pretextos para justificar suas ações, disfarçando sua real intenção de diminuir direitos essenciais nossos.”
As chamas diante dos olhos cresciam cada vez mais intensas, mas a dor já não era sentida.
O som das sirenes dos bombeiros do lado de fora parecia ter se afastado, e, afinal, o ressentimento desta vida parecia dissipar-se. Ah, talvez seja mesmo o fim.
Esta vida… como é que tudo deu tão errado? Heh.
O último som ouvido foi o toque de sinos da cidade ao longe e o anúncio da hora — agora são dez da noite, horário da capital.
Acabou-se, dois mil e…
…
“Cigarra… cigarra…”
Com apenas cinco anos, mal recuperando a capacidade de organizar as lembranças da vida anterior, Wei Kang se encontrava ali, encolhido como um pequeno novelo, agachado no chão, segurando um par de pauzinhos com os quais pegou uma cigarra negra. Com o dedo miúdo, apalpava e procurava a membrana vibrante do inseto, resmungando com raiva:
“Já se passaram centenas de anos, e ainda fazem esse barulho infernal.”
Jovem demais para conhecer o sabor da amargura, Wei Kang era um renascido que, após experiências ruins na vida passada, voltara à vida seiscentos anos depois, esperando um novo começo.
Para ele, tudo isso era novidade.
No jardim anexo ao hospital público, drones flutuavam, borrifando névoa de água sobre cada planta e limpando as folhas do pó. A névoa, ao encontrar o sol, desenhava um arco-íris.
Ao chamado de Wei Kang, um desses drones desceu, acolhendo a cigarra que o menino lhe entregou,