Alvo Dumbledore: A partir do próximo ano, todas as corujas mensageiras deverão portar etiquetas dizendo “Altamente venenoso, não comestível”! Pomona Sprout: Oh, céus, solte essa pobre mandrágora, ela
Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, oitavo andar da torre principal do castelo, gabinete do diretor.
Era uma sala ampla e elegante, de formato quadrado, onde instrumentos de prata de aparência estranha repousavam sobre uma mesa de pernas fusiformes.
Apesar do verão, uma lareira crepitava vivamente, lançando clarões luminosos no interior do aposento.
Perto do centro da sala, estava um velho de longas barbas prateadas e esvoaçantes — o diretor de Hogwarts e reconhecido como o maior bruxo contemporâneo pelo mundo mágico, Alvo Dumbledore.
À sua frente havia uma enorme mesa com pés em forma de garra, atrás da qual se erguia uma prateleira onde repousava um chapéu pontudo, velho e gasto.
“Dumbledore, o que achou da canção deste ano?”
O chapéu moveu-se e uma larga fenda se abriu junto à aba, assemelhando-se a uma boca, de onde saiu uma voz.
“Uma melodia maravilhosa, tenho certeza de que os alunos irão gostar muito”, respondeu Dumbledore, aplaudindo animado, a barba prateada balançando no ritmo.
“Aliás, há ainda um assunto importante, sobre a seleção de Harry Potter…”
Dumbledore ergueu o indicador, pronto para dizer algo, mas de repente se calou e olhou por cima do ombro.
A lareira atrás dele crepitou intensamente, soltando um estalo, e a voz de uma mulher, com leve tom de reprovação, ecoou pelo fogo.
“Professor Dumbledore, espero que o assunto importante mencionado na carta de coruja não se refira à discussão de letras com o Chapéu Seletor. Enviar cartas de admissão para quase mil alunos não é tarefa simples.