Não escute o som das folhas sendo atingidas pela chuva na floresta; por que não cantar e caminhar devagar? O tempo retrocede, as ondas retornam. De pé mais uma vez na bifurcação da vida, Xu Xing perma
7 de junho de 2012, exatamente às cinco da tarde.
O toque final da última prova do vestibular, o exame de inglês, ecoou pelo corredor. Após recolher as provas, o supervisor anunciou o fim do exame e então, finalmente libertos, os jovens estudantes, vibrantes de energia, saíram em disparada do prédio como porcos recém-soltos do curral, uma enxurrada de adolescentes escapando para o mundo.
Mas Xu Xing era uma exceção.
Sentado sozinho em sua carteira, observava os rostos ainda cheios de vigor dos estudantes do terceiro ano do ensino médio, parecendo saborear as lembranças da prova de inglês que acabara de terminar.
Talvez só quando chegassem à universidade, ou ao entrarem no mercado de trabalho, esses jovens vestibulandos iriam sentir saudade desse exame, que fora, dentre todos, o mais justo.
Para Xu Xing, porém, era o momento mais propício para reflexões.
Quem poderia imaginar que aquele corpo jovem, recém-adulto, abrigava, justamente antes da prova de inglês, a alma de um homem de trinta anos? E ainda, graças ao domínio do idioma adquirido ao longo de anos de trabalho numa multinacional, acabara de concluir a prova de inglês do vestibular.
Se tudo seguisse como esperado, a nota de inglês de 70 pontos da vida anterior seria reescrita por suas próprias mãos.
Depois de aceitar a estranha condição de ter renascido, Xu Xing já não se preocupava tanto com a nota do vestibular. Pelo contrário, desfrutava de uma alegria sutil, de poder reviver o tempo que corria tão veloz.
“Colega, é hora de ir embora.” O supervisor, já com as