Tornando-se uma lenda nas crônicas de Hong Kong

Tornando-se uma lenda nas crônicas de Hong Kong

Autor: Fênix que ridiculariza o dragão
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Ao despertar de seu sonho, Liao Wenjie percebeu que havia se tornado um distante sobrinho de Cao Dahua, o temido investigador do Departamento de Crimes Graves. Aprendia artes marciais, cultivava o Tao

Capítulo Um: Quando se É Bonito, a Identificação É Instantânea

Ilha do Porto, Kowloon.

Num prédio residencial já com alguns anos, um jovem saiu da cozinha segurando duas tigelas grandes, folheou distraidamente o jornal sobre a mesa e, ao ver a data, não conseguiu evitar um leve tremor no canto da boca.

O nome do jovem era Liao Wenjie, duas vidas, um só nome.

— A-Jie, o que você fez aí que está tão cheiroso?
— Miojo instantâneo.
— Não acredito, de novo macarrão? Você cozinha tão bem, podia fazer qualquer coisa, por que tem que ser macarrão todo dia?
— Você é pobre e preguiçoso, eu sou preguiçoso e pobre.
— Faz sentido!
— Slurp! Slurp! — em coro.

Antes de atravessar, Liao Wenjie era colecionador de obras de arte e caligrafia, comprava a baixo preço de artistas em má fase e revendia a quem reconhecesse o valor. Herdou o negócio de família, uma loja deixada pelo pai, e vivia uma vida bastante despreocupada.

Nesse ramo, tudo dependia de sorte.

Se o cliente enxergava valor ou potencial de valorização numa peça, não precisava de muitas palavras: perguntava logo se aceitava transferência ou pagamento digital. Se não gostava, não adiantava cantar as glórias do artista, proclamá-lo uma reencarnação de Van Gogh ou afirmar que só teria valor após a morte — era inútil. Não gostou, não gostou.

Não podia dizer que ficava anos sem vender e, quando vendia, vivia disso por anos, mas a vida era boa — seus clientes nunca tinham problema de dinheiro.

Profissionalmente estava mais ou menos, mas no amor era um sucesso: várias namoradas, todas acreditando serem a única.

Por isso, não havi

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