Lin Yu morreu, morreu de tanto trabalhar. Depois da morte, não houve sequer alguém para queimar papel por ele. Lin Yu suspirou, lamentando a própria vida de azar, e então até sua alma se dissipou. Qua
Lin Yu morreu.
Problema cardíaco somado a noites sem dormir.
Era o que ela pensava.
Lá estava ela, flutuando no ar, observando um grupo de médicos tentar reanimá-la, até que enfim declararam sua morte.
Nada mal, afinal.
Então era verdade: depois de morrer, a alma realmente existe. Bastante impressionante. Uma estranha sensação de que todos aqueles anos de estudo tinham sido em vão.
Meu Deus, o resto do feudalismo sou eu mesma.
Mas, se a alma já tinha partido, por que ainda insistiam em me salvar? Esses médicos eram bons de verdade.
Entediada, Lin Yu pairava no vazio, vendo uma enfermeira telefonar para alguém vir recolher seu corpo.
Curiosa, aproximou-se.
Para quem ligavam? Ela realmente não sabia quem poderia ficar com a tarefa de cuidar do seu cadáver.
A enfermeira não a ouvia; apenas discava o número.
Lin Yu se inclinou para ver o contato e resmungou para si mesma: esse não, essa já tem oitenta anos, e como poderia cuidar de mim?
Depois de a ligação se completar, a enfermeira explicou a situação do outro lado da linha. Lin Yu imaginou o que diria aquela velhinha de oitenta anos:
Ainda bem que morreu. Bem feito.
Ao se imaginar respondendo daquele jeito, acabou rindo de si mesma.
Mas logo pensou que a velha senhora não seria tão cruel assim.
Ela morreu, e o que isso tem a ver comigo?
Lin Yu assentiu. Sim, a velha senhora provavelmente diria isso.
Ela se aproximou para ouvir melhor e só escutou um silêncio prolongado.
A enfermeira então perguntou: