Embriagado na Estrada Solitária

Embriagado na Estrada Solitária

Autor: Esquecendo-se do comando, perde-se também a amargura da cicuta.
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Vinte anos atrás, uma catástrofe varreu o mundo, tronos foram trocados, impérios ruíram em um instante. Vinte anos depois, em meio ao caos, seis reinos disputam a supremacia, e os mares revolvem-se em

002 O Sorriso da Recém-Chegada (1)

No verão do vigésimo sexto ano de Yuehua, no sétimo dia do sexto mês, era auspicioso para viagens, assunção de cargos, preces por bênçãos e casamentos. Desaconselhava-se desfazer de compromissos, abater árvores, e demais assuntos deviam ser evitados.

Hoje é um dia especial; as ruas estão repletas de bancas de comerciantes, e em cada esquina e cada lar pendem lanternas vermelhas festivas, exibindo ao máximo o esplendor da capital—nem mesmo na véspera do Ano Novo se via tanta animação. Até mesmo no palácio, onde o habitual silêncio é soberano, a atmosfera se encheu de alegria.

Há regozijo no palácio imperial, e até o povo simples se beneficia. Corre o rumor de que Beigong Yu, nesta noite, concedeu cinco taéis de prata a cada casa que pendurasse uma lanterna vermelha na porta. Cinco taéis, suficientes para alimentar uma família comum por dois meses; até mesmo o salário mensal de verão de Xiaoxiao mal ultrapassa dez taéis. Que generosidade!

À porta do Palácio Chenxiao, as sedas vermelhas dançam sob o olhar atento, e as lâmpadas resplandecem dentro do salão, refletindo-se nos rostos ruborizados dos presentes.

Hoje é o dia de glória do príncipe herdeiro. Entretanto, não é a consorte legítima quem será recebida.

Xia Xiaoxiao sentava-se no pavilhão, apoiando o queixo com ambas as mãos, absorta a observar a multidão incessante que vinha parabenizar. Beigong Yu tomava uma concubina, e ainda assim a celebração era grandiosa.

Ali, o ambiente era tranquilo, afastado, sem receio de que alguém viesse incomodar, ou de ser descoberta furtivamente relax

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