Chen Shuo, renascido e de volta, vagava pelo campus, relembrando o passado, quando percebeu que alguém estava se confessando. Então, aproximou-se para ver a movimentação e, espremendo-se até a primeir
Chen Shuo esfregou o rosto e se sentou na arquibancada, com ar pensativo.
Teimoso, tirou o celular do bolso e olhou para o aparelho: um iPhone 5 preto, novinho em folha. A lembrança ainda era vívida demais.
Tinha sido aquele telefone que arrancara da mãe depois de muita insistência e sem o menor pudor. Embora já tivesse sido lançado havia um ano, o iPhone ainda era, no campus, símbolo de status.
O ano era 2013. Chen Shuo estava no primeiro ano da universidade.
Diziam que a faculdade era a época mais saudosa da vida de muita gente, daquelas que fazem falta até nos sonhos de meia-noite. Mas Chen Shuo não pensava assim.
Depois de formado, sua vida tinha ficado esplêndida demais para sentir saudade.
Pegara a onda das redes sociais, fundara uma empresa de gestão de influenciadores e, em poucos anos de operação, o negócio passara a abrigar sob seu comando mais de mil criadores de conteúdo, grandes e pequenos.
Não raro, havia influenciadoras que queriam evoluir na carreira e expressavam, da forma mais direta possível, sua gratidão a Chen Shuo.
Para esse tipo de funcionária agradecida, Chen Shuo sempre teve coragem de sacar a espada.
“Rápido, rápido, tem alguém declarando amor à Yi Yining!”
“Onde? Onde?”
“No Lago da Lua Branca. Vamos, vamos, correndo ver a confusão.”
Alguns estudantes que passeavam pelo campo de esportes apressaram o passo para fora.
“Já que estamos aqui, vamos deixar a vida nos levar.”
Chen Shuo era do tipo que aceitava o destino com bom humor. Levantou-se, bateu a poeira da bun