“Irmão mais velho Chu Zihang, de poucas palavras e coração velado, quantos arrependimentos precisas embalar sob a cabeça para enfim repousar num sono tranquilo?” “Diretor Angers, quão pesado é o ódio
“Chen Motong, mulher casada, mulher má.”
“Chen Wenwen, levemente afetada, mulher tola.”
“Chu Zihang, bom irmão mais velho, velha bisbilhoteira.”
“Lu Mingze, pequeno demônio, idiota do ododô.”
“Herzog, cadáver.”
A luz da manhã, translúcida como vidro de âmbar, incidia obliquamente sobre a escrivaninha através da janela. Ao escrever até aqui, o rapaz não pôde evitar inspirar fundo, fitando o caderno de capa dura preta à sua frente. Como se reunisse toda a coragem de seu corpo, escreveu na última linha estas palavras:
“Uesugi Eriri, amada.”
Lu Mingfei contemplou demoradamente aquela última linha, como se a moça que lhe povoava sonhos e nunca vislumbrou estivesse abrigada nas páginas do livro, pronta a saltar para o mundo. O rapaz sustentava o queixo com a mão, a observar-lhe o vulto imaginário com tal ternura que até o olhar e o canto dos lábios sorriam.
Há anos, este era o ritual diário de Lu Mingfei, repetido sem cansaço, como se o ato de escrever, vez após vez, ainda não fosse suficiente; como se quisesse gravar, até os ossos, aquele último nome.
“Lu Mingfei, esqueceu que hoje vem um professor de uma universidade americana para entrevistá-lo? Você que vai para a faculdade, não se preocupa com nada, sempre faz os outros se preocuparem por você! Não vai logo trocar de roupa e preparar-se para sair?”
“Sim.”
A voz insistente da tia ecoava do lado de fora da porta, mas o rapaz à escrivaninha não se deu ao trabalho de resmungar aquelas frases banais do tipo “o imperador não se apressa, por que os eunucos