Erguendo-se no fim dos tempos, ressurgindo nas profundezas do inferno, será o destino realmente irremediável? Está tudo predestinado? Experiências distintas traçam capítulos diversos. Quando o “homem
Wang Haoren jazia-se de lado, atônito, sobre a cama; fragmentos vívidos de memória irrompiam em sua mente incessantemente, como cenas de um filme avançando em rápida sucessão, quadro a quadro, numa torrente fugaz. Nessas imagens que saltavam de modo vertiginoso, misturavam-se a severidade do pai, o amoroso desvelo da mãe, e uma a uma, todas as experiências vividas reapareciam, reiteradas, em sua lembrança. Bastava um relance em determinado episódio para que todo o enredo, em sua completude, emergisse de imediato do fundo de sua memória, desenrolando-se diante de seus olhos. Mesmo detalhes há muito soterrados pelo tempo, dos quais não restava vestígio algum de lembrança, surgiam agora com uma clareza surpreendente.
“Parabéns, você renasceu, conseguimos!” Uma voz elegante, levemente trêmula, soou na mente de Wang Haoren, interrompendo suas reminiscências. Ao ouvi-la, era impossível não imaginar que seu dono era alguém profundamente erudito, um sábio marcado pelas agruras do tempo e pelos livros lidos, dirigindo-lhe a palavra.
Após um breve instante de torpor, Wang Haoren pensou, dialogando em sua mente: “Sim, combatemos lado a lado por tantas eras, e enfim logramos escapar! Mas por que, afinal, você não pode permanecer?”
“Por quê? Não foi precisamente para este momento que lutamos juntos?” respondeu, na mente de Wang Haoren, aquela voz elegante, dotada de um magnetismo sutil.
“Sim, eu sei... Mas será que não há realmente nenhuma chance de você ficar?” Wang Haoren insistiu, relutante em aceitar a resposta.
“Não seja ingênuo. O fato de você ter