Viajar no tempo? Cair dentro de um livro? Ou seria dentro do romance que eu mesma escrevi? Tudo isso ainda seria aceitável, mas por que, ao atravessar para dentro do livro, meu papel não é nenhum dos
— Onde é que eu estou? — Olhando para as águas do rio diante de mim, minha mente ficou completamente vazia.
Meu nome é An Sheng, sou uma pessoa do século XXI — isso é óbvio —, escritora de romances online, embora já faça meses que não atualizo um capítulo sequer. O motivo... pressão do último ano do ensino médio. Ai de mim. Mas hoje, finalmente, eu havia decidido retomar a escrita.
Sempre passo pela pequena ponte sobre o lago de lótus para voltar para casa, mesmo em dias de chuva. Não há nenhuma razão especial para isso, exceto o inexplicável sentimento de familiaridade que me envolve ao atravessar aquela ponte.
Foi então que o imprevisto aconteceu: parei sobre a ponte para admirar o cenário de lótus, e, ao me preparar para sair, dei um passo em falso, escorreguei e caí no lago. Ao despertar, o pacífico panorama de lótus havia desaparecido; diante de mim, só restava a água límpida e monótona do rio.
Não era de se esperar que, ao cair no lago, eu acordasse à margem de um rio!
— Mas que absurdo! — não pude deixar de praguejar. De repente, uma voz mecânica soou: — Olá, prezada Mo Pao.
— Quem está falando? — Olhei ao redor, procurando por alguém ou alguma máquina, mas nada vi, exceto um livro. Agachei-me para examiná-lo com atenção: — Caos... Mundo... Só... Tu... És... Destino. Isto me soa tão familiar...
Pensei por um instante: — Não é este o título do meu romance?
Peguei o livro e virei uma página. Imediatamente, uma interface de sistema apareceu.
[Sistema: Bem-vinda ao “Caos do Mundo, Só Tu És o Destino”]
— Então