Sem desejos, há firmeza; sem amor, não há dor. Aqueles que me seguem prosperam, os que se opõem perecem. Dizem que o destino do homem está predestinado desde o nascimento; eu apenas desejo experimenta
O outono se aproxima do Dia Nacional, mas o clima permanece abrasador. No mercado de trabalho informal da cidade de QingD, os trabalhadores aguardando serviço se aglomeram em pequenos grupos, expondo de forma nua e crua as múltiplas facetas da vida no estrato mais baixo da sociedade.
Já passava das três da tarde quando muitos já haviam conseguido algum trabalho e deixado o local. Luo Yang, recém-regressado do exterior há três meses, ainda se encontrava sentado à margem da rua, fumando um cigarro. Ao seu lado, repousava um grande letreiro de madeira, onde, em tinta preta, estavam gravadas cinco palavras: “Aceito todo tipo de serviço”. A aparência do anúncio não inspirava confiança, e talvez por isso o rapaz não tivesse conseguido nenhum trabalho até então.
Luo Yang não era baixo; tinha cerca de um metro e oitenta, com um físico robusto e enxuto, músculos aderidos aos ossos como escamas, não volumosos como os dos fisiculturistas, mas com uma definição que denunciava tanto força explosiva quanto resistência – características que, aos olhos dos entendidos, superavam em muito as dos grandalhões de academia. Com apenas vinte anos, seu rosto de traços marcantes e olhar firme revelavam, sem dúvida, alguém repleto de experiências.
Segundo o padrão estético popular, que valoriza a juventude e a beleza delicada, Luo Yang não poderia ser considerado belo; contudo, nele havia algo que os jovens bonitos não possuíam: um aroma de masculinidade, viril, intenso.
— Droga, parece que hoje não vou conseguir serviço nenhum… Será que o meu letreiro é extraordinariament