Uma única ordem imperial do imperador de Da Chu, concedendo matrimônio, enviou com indomável autoridade o “pequeno marquês adormecido, Chu Tianxiu”, à grandiosa Mansão do Príncipe Ping, onde o poder m
Solstício de inverno.
Na cidade de Jinling, o vento gélido uivava, e flocos de neve, brancos como plumas de ganso, caíam incessantemente.
Uma carroça velha e desgastada, puxada por um boi cansado, saiu pela porta dos fundos da residência do Príncipe Ping, situada no Beco dos Nobres, e seguiu rangendo sobre a neve alva, em direção à Rua Changle, no sul da cidade.
O senhor Zhang, um antigo criado da sala de lenha, conduzia a carroça lentamente, enquanto o veículo se balançava perigosamente.
Logo, do amontoado de palha sobre a carroça, emergiram um jovem de vinte e poucos anos, trajando uma esplêndida túnica, e uma menina de dezesseis anos, vestida com um manto de pele de marta, ainda com traços de inocência.
— Enfim escapamos! — exclamou Chu Tianxiu, observando com apreensão a direção da residência do príncipe. Apenas quando percebeu que nenhum guarda do Príncipe Ping os perseguia, pôde relaxar e soltou um suspiro aliviado.
É preciso dizer que tudo aquilo era um tanto constrangedor.
Na noite anterior, ele descobrira ter atravessado o tempo.
Tornara-se o jovem marquês da decadente Casa Chu, do grande Império Chu, o mais famoso dos quatro libertinos de Jinling, temido por todos e chamado de “Pequeno Marquês Decadente”.
Ele não tinha ideia de quão notórios eram os quatro libertinos de Jinling.
Mas, já que havia se transformado num jovem marquês da antiguidade, era justo desfrutar da vida luxuosa dos nobres nas dinastias feudais!
Contudo, mal teve tempo de se alegrar, logo percebeu quão difícil era sua situação.