Chamo-me Qi Yuan, um viajante entre mundos, que se tornou o primeiro discípulo do Pico das Sete Cores. Possuo um talismã de jade de jogo, capaz de comunicar-se com todos os céus. Meus olhos enxergam i
Mundo de Cang Lan.
Seita da Luz Divina.
O som do sino matinal ressoava incessantemente, despertando todos os discípulos, que, revigorados, sorviam e exalavam a energia espiritual.
O clamor dos exercícios matinais reverberava por toda a seita.
Vigor juvenil por toda parte.
No Pico das Sete Cores, Qi Yuan repousava em sua cama, achando o som do sino particularmente agudo. Tapou os ouvidos.
O boneco de madeira em forma de gato abriu a boca no momento oportuno, emitindo sua voz:
— Acorda! Acorda!
Com um movimento de mão, Qi Yuan enfiou um pequeno peixe de madeira na boca do boneco, que imediatamente silenciou.
Virou-se de lado, entregando-se ao sono com conforto.
Como diz o ditado: “O sol já alto, só eu ainda durmo; quem é imortal? Eu sou!”
Não se sabe quanto tempo se passou até que Qi Yuan despertou, enfim.
Inspirou profundamente o ar.
— Hm, o ar deste mundo é deveras doce.
Qi Yuan fora outrora um dentre a multidão de seres de Lanxing, e há meio ano atravessara para este novo mundo.
Diferente de seu mundo anterior, este era habitado por seres extraordinários, cultivadores imortais.
Por um capricho do destino, Qi Yuan ingressou na Seita da Luz Divina, tornando-se discípulo do Pico das Sete Cores — e o único.
Após concluir sua higiene matinal e vestir-se com esmero, deixou sua morada ancestral.
Na véspera, o mestre lhe transmitira uma mensagem, incumbindo-o de certas tarefas.
Qi Yuan deteve-se a meio caminho do pico, erguendo o olhar para o cume, que se erguia nas